NANÁ VASCONCELOS

Crédito: Diversão e Arte Eleito oito vezes como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat, Naná Vasconcelos lançou seu último CD inédito, “Trilhas”, na abertura do espetáculo de dança “Corpos de Luz”, em 2006, em São Paulo, ano em que completou 50 anos de carreira. Na ocasião, o percussionista ministrou seu workshop orgânico. Nas aberturas do Carnaval do Recife, 2007 e 2008, regeu cerca de 600 batuqueiros de maracatu, recebendo convidadas especiais, como Maria Bethânia, Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá.

Naná Vasconcelos completou 50 anos de carreira em 2006 e lançou o CD inédito intitulado “Trilhas”, que reúne músicas compostas para diversos espetáculos, no Brasil e exterior. Desde então, o percussionista vem se apresentando no Brasil e exterior e se concentrando na já tradicional abertura do Carnaval do Recife, onde rege cerca de 600 batuqueiros e conta com a presença especial de convidadas como Maria Bethânia, Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá.

Mesmo morando em Recife, Naná Vasconcelos segue consolidando também sua carreira internacional. Em 2007, gravou DVD na Polônia ao lado de Leszek Mozdzek, virtuoso pianista erudito; no mesmo ano, o percussionista esteve na Alemanha, onde realizou diversos shows - todos com casa lotada. De lá, seguiu para Turquia e encerrou o Festival de Jazz de Istambul.

Somado a tudo isso, o percussionista trabalha com a Cia. de Dança Balé de Rua, de Uberlândia, compondo a trilha sonora e ensaiando o espetáculo “Balé de Rua – Dança e Percussão do Brasil”, apresentado nos próximos dias 7 e 8 de novembro, no Teatro Mogador, em Paris, um dos mais importantes da capital francesa.

O CD “Trilhas”, lançado em 2006, apresenta mais de uma versão para o espetáculo “Corpos de Luz”. Além delas, outras trilhas de filmes e espetáculos, como “Quase dois irmãos”, para filme homônimo de Lucia Murat, “Nizinga”, também de filme homônimo de Rose Lacret e Otávio Bezerra e “Ori, canção pra Aisha”, sobre filme de Raquel Geber.

Nascido Juvenal de Holanda Vasconcelos, no Recife, morou em Paris e Nova York, passou mais de duas décadas tocando pelo mundo, mas as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau, quando mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar com Milton Nascimento. Em 1970, o saxofonista argentino Gato Barbieri o convidou para juntar-se ao seu grupo. Apresentaram-se em Nova York e Europa, com destaque para o festival de Montreaux, na Suíça, onde o percussionista encantou público e crítica. Ao término da turnê, fixou residência em Paris, França, durante cinco anos, onde gravou o seu primeiro álbum - “Africadeus” (71). No Brasil, Naná gravou o seu segundo disco “Amazonas” (72). Começou, então, uma bem-sucedida parceria com o pianista e compositor Egberto Gismonti, durante oito anos, que resultou em três álbuns - “Dança das Cabeças”, “Sol do Meio-Dia” e “Duas Vozes”.

De volta a Nova York, formou o grupo “Codona”, com Don Cherry e Colin Walcott, também gravando e fazendo turnê com a banda do guitarrista Pat Metheny. Naná Vasconcelos gravou com B.B. King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com o grupo de rock americano Talking Heads, liderado por David Byrne. Em 1986, de volta ao Brasil depois de dez anos, fez turnê recebida com entusiasmo pelo público. Nessa altura, Naná já havia trabalhado nas trilhas dos filmes "Procura-se Susan Desesperadamente”, de Susan Seidelman, estrelado por Rosanna Arquette e Madonna, e "Down By Law", do cultuado diretor Jim Jarmusch, além de “Amazonas”, de Mika Kaurismäki.

O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento, e nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros.

Em meio a inúmeros lançamentos fora do país, Naná Vasconcelos lançou no Brasil o disco “Contando Estórias” (94), depois os CDs "Contaminação" e “Minha Lôa”. No fim de 2005, lançou “Chegada”, pela gravadora Azul Music, e em 2006, o CD mais recente, intitulado “Trilhas”. Com raízes pernambucanas, Naná idealizou o projeto ABC das Artes Flor do Mangue, trabalho com crianças carentes. Uma trajetória de vida que esbanja virtuosismo musical e integridade pessoal em tudo o que faz e toca. Informações mais detalhadas sobre o artista podem ser encontradas no seu site - http://www.nanavasconcelos.com.br

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